Polka “Sokolov”

A Polka “Sokolov” é uma peça atribuída a Ivan Trepanovich Sokolov, embora não haja provas de que tenha sido realmente o seu autor. Independentemente da autoria, o seu nome ficou associado a esta música popular. Sokolov, um músico cigano, foi líder de um coro Moscovita no início do séc. XIX.
Tocada num instrumento original de finais do séc XIX, que antes passou pelas mãos do meu amigo Agostinho Tico Rodrigues da Porto Guitarra para lhe minorar algumas pequenas maleitas características da sua vetusta idade.

Arranjo para a guitarra russa de 7 cordas da autoria do (grande) Sergey Orekhov (1935-1998).

Victor Magnien – Andante op.17 nº1

Victor Magnien (Épinal, 1822 – Lille1885) – Andante op.17 nº1, dos “Six Andantes op.17 pour la Guitare” dedicados ao seu aluno Louis Kastner

Victor Magnien, nascido na região francesa de Vosges, foi guitarrista e violinista. Aluno de Carulli e Kreutzer, compôs solo e música de câmara para guitarra, concertos para violino, peças para piano, órgão e musica litúrgica
. Professor respeitado, Magnien publicou um tratado de Teoria Musical para ser usado pelo Sistema de Educação Imperial. Em 1846, foi nomeado director do Conservatório Imperial de Música em Lille.

Rui Namora – guitarra romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)

Antoine de Lhoyer – Andante poco Adagio

Antoine de Lhoyer (1768, Clermont-Ferrand – 1852, Paris) – Andante poco Adagio op. 43 n°13, extraído do “Divertissement pour la Guitare op.43”

Antoine de Lhoyer, compositor e guitarrista francês, abraçou a vida militar, mas a Revolução Francesa obrigou-o ao exílio em 1791, já que era um monárquico convicto. Combateu as tropas revolucionárias, com o Armée des Princes e com outras unidades militares leais ao Rei. Com o esmorecer da causa real, desmobiliza-se, e em 1800 fixa-se em Hamburgo, cidade para onde convergiram aristocratas fugidos à Revolução, e que faziam da cidade um ambiente propício para o seu trabalho como músico e professor. De Hamburgo parte em 1803 para São Petersburgo, contratado pela corte russa onde permanece até 1812, regressando a Paris, ainda com Napoleão no poder. Com a restauração da monarquia, recupera provisoriamente o seu estatuto militar. Com as reviravoltas da situação política e social francesa, emigra com a família para Argel em 1836, regressando a Paris pouco tempo antes da sua morte em 1852.
A sua obra musical, resgatada do esquecimento por investigadores como Mantanya Ophée e Erik Stenstadvold, constitui um expoente da música de câmara com guitarra da primeira metade do séc XIX.

Este Andante faz parte do seu “Divertimento op.43” publicado em Paris no ano de 1826.

Rui Namora, guitarra romântica séc. XIX (Jean Français, Lille 1828)

(Jean Français | Mirecourt, 1793-Lille, 1876)

Antoine de Lhoyer – Allemande

Antoine de Lhoyer (1768, Clermont-Ferrand – 1852, Paris) – Allemande op. 43 n°11, extraído do “Divertissement pour la Guitare op.43”

Antoine de Lhoyer, compositor e guitarrista francês, abraçou a vida militar, mas a Revolução Francesa obrigou-o ao exílio em 1791, já que era um monárquico convicto. Combateu as tropas revolucionárias, com o Armée des Princes e com outras unidades militares de leais ao Rei. Com o esmorecer da causa real, desmobiliza-se, e em 1800 fixa-se em Hamburgo, cidade para onde convergiram aristocratas fugidos à Revolução, e que faziam da cidade um ambiente propício para o seu trabalho como músico e professor. De Hamburgo parte em 1803 para São Petersburgo, contratado pela corte russa onde permanece até 1812, regressando a Paris, ainda com Napoleão no poder. Com a restauração da monarquia, recupera provisoriamente o seu estatuto militar. Com as reviravoltas da situação política e social francesa, emigra com a família para Argel em 1836, regressando a Paris pouco tempo antes da sua morte em 1852.
A sua obra musical, resgatada do esquecimento por investigadores como Mantanya Ophée e Erik Stenstadvold, constitui um expoente da música de câmara com guitarra da primeira metade do séc XIX.
Esta pequena Allemande faz parte do seu “Divertimento op.43” publicado em Paris no ano de 1826.

Rui Namora, guitarra romântica séc. XIX (construtor desconhecido)

Pedro Ximénez de Abrill-Tirado

Pedro Ximénez de Abrill-Tirado (1780 ?, Arequipa, Peru – 1856, Sucre, Bolivia) – Minueto n°8 em ré menor, dos  “100 Minuetos”

Publicado em 1844, Paris (Parent & Cie.)

Pedro Ximénez de Abrill-Tirado,  nascido no Peru,  foi um compositor, guitarrista, violoncelista e mestre de capela. A sua obra musical, de estilo clássico, inclui sinfonias, concertos, missas, quartetos de cordas e canções para voz e piano. Para além dos “100 Minuetos”(partitura Minuetos 41-50), outras das suas obras para guitarra que chegaram aos nossos dias foram Mis pasatiempos al pie del Volcan (partitura) e o Divertimento op.43, para guitarra, duas flautas e quarteto de cordas(partitura).

Rui Namora – Guitarra romântica (luthier desconhecido)

 

Leonard Schulz – Étude WoO nº2

Leonard Schlulz (Viena, 1813- Londres,1860) – Étude WoO nº 2 (Moderato)

Rui Namora – Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)

Leonard Schulz – Étude WoO nº4

Leonard Schlulz (Viena, 1813- Londres,1860) – Étude WoO nº4 (Andante con molto espressione)

Rui Namora –  Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)


  • “Sem a música, a vida seria um erro” – Nietzche

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