Marco Aurelio Zani de Ferranti (Bologna, 1801 – Pisa, 1878)
Exercice n° 10, dos 44 Exercices op.50
Publicado por Carli, Paris ca.1828
Rui Namora – Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)

Marco Aurelio Zani de Ferranti (Bologna, 1801 – Pisa, 1878)
Exercice n° 10, dos 44 Exercices op.50
Publicado por Carli, Paris ca.1828
Rui Namora – Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)
Ernest Shand, músico inglês nascido em 1868, foi o primeiro britânico a alcançar notoriedade como guitarrista, no trilho de virtuosos estrangeiros como Giulio Regondi, Leonard Schulz, Felix Horetzky ou Catherina Pelzer. Viveu numa época de declínio da popularidade do instrumento e por isso, não conseguiu viver profissionalmente como guitarrista. Ao invés, teve uma muito bem sucedida carreira como cantor e actor de music-hall.
A sua música para guitarra reflecte o gosto da sua época pela melodia sentimental e pungente e é constituída maioritariamente por piéces de genre, valsas, mazurkas ou polkas. Apesar do carácter ligeiro destas peças, foi o primeiro compositor britânico a compor um concerto para guitarra e quarteto de cordas, e autor do mais extenso e consistente método para o instrumento concebido, à época, no seu país (Improved Method for the guitar op.100)
Songes d’Été (Sonhos de Verão) é uma peça que encerra todo o lirismo e o sentimentalismo característicos da música de salão da época. Dividida em duas partes, contrapõe a leveza de uma valsa (quiçá de um baile…), à nostalgia de um Verão que, inexoravelmente, desvanecerá. Tal como os seus amores.
Leonard Schlulz (Viena, 1813- Londres,1860) – Étude WoO nº 2 (Moderato)
Rui Namora – Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)
Acaba de ser publicado na editora canadiana Doberman-Yppan, a obra SuiTUs do meu amigo Ricardo Abreu. Nas suas palavras, SuiTUs poderá ser imaginada como um pequeno filme em forma de música.
Obra elegante e exigente, só poderia ter sido escrita por um guitarrista inspirado, metódico e sofisticado como o Ricardo. Dotado de uma sólida e consistente técnica instrumental, consegue articular o processo de composição-improvisação com o fraseio, a ressonância, o ambiente harmónico fluido e sobretudo, a atenção a detalhes expressivos quase filigrânicos.
Enquanto seu colega, tive a sorte de ir ouvindo excertos da obra pelas suas próprias mãos, em momentos descontraídos de conversa com guitarra à mistura. Depois de estreada em 2013, pude-a apreciar finalmente como um todo pelo incontornável e exímio Dejan Ivanovich.
Acompanhei com expectactiva os avanços, pausas e recuos no longo processo de publicação, sobretudo para que, num prazer quase egoísta, a pudesse vir a tocar também, finalmente.

Partitura disponível para compra aqui
Estreia de SuiTUs, por Dejan Ivanovich
Franz Schubert (1797-1828) – Lob der Tränen D. 711
Arranjo de Johann Kaspar Mertz (1806-1856) – 6 Schubert’sche Lieder, publicada rm Viena por Tobias Haslinger ca.1845.
Rui Namora – guitarra romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica J.A. Stauffer (1837)
Leonard Schlulz (Viena, 1813- Londres,1860) – Étude WoO nº4 (Andante con molto espressione)
Rui Namora – Guitarra Romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica de J.A. Stauffer (1837)
Emilio Pujol (1886-1980) – El cant dels ocells (trad. Cataluña)
(Estudio n°51)
Rui Namora, guitar (A. Marvi, 2009)