Antoine de Lhoyer – Allemande

Antoine de Lhoyer (1768, Clermont-Ferrand – 1852, Paris) – Allemande op. 43 n°11, extraído do “Divertissement pour la Guitare op.43”

Antoine de Lhoyer, compositor e guitarrista francês, abraçou a vida militar, mas a Revolução Francesa obrigou-o ao exílio em 1791, já que era um monárquico convicto. Combateu as tropas revolucionárias, com o Armée des Princes e com outras unidades militares de leais ao Rei. Com o esmorecer da causa real, desmobiliza-se, e em 1800 fixa-se em Hamburgo, cidade para onde convergiram aristocratas fugidos à Revolução, e que faziam da cidade um ambiente propício para o seu trabalho como músico e professor. De Hamburgo parte em 1803 para São Petersburgo, contratado pela corte russa onde permanece até 1812, regressando a Paris, ainda com Napoleão no poder. Com a restauração da monarquia, recupera provisoriamente o seu estatuto militar. Com as reviravoltas da situação política e social francesa, emigra com a família para Argel em 1836, regressando a Paris pouco tempo antes da sua morte em 1852.
A sua obra musical, resgatada do esquecimento por investigadores como Mantanya Ophée e Erik Stenstadvold, constitui um expoente da música de câmara com guitarra da primeira metade do séc XIX.
Esta pequena Allemande faz parte do seu “Divertimento op.43” publicado em Paris no ano de 1826.

Rui Namora, guitarra romântica séc. XIX (construtor desconhecido)

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Emílio Pujol – Becqueriana

Emilio Pujol (1886-1980) – Becqueriana (Endecha)

Rima XXXVIII

Los suspiros son aire y van al aire.
Las lágrimas son agua y van al mar.
Dime, mujer, cuando el amor se olvida,
¿sabes tú adónde va?

Gustavo Adolfo Bécquer (Sevilla, 1836 – Madrid,1870)

Ernest Shand (1868-1924) – Songes d’été op.95

Ernest Shand, músico inglês nascido em 1868, foi o primeiro britânico a alcançar notoriedade como guitarrista, no trilho de virtuosos estrangeiros como Giulio Regondi, Leonard Schulz, Felix Horetzky ou Catherina Pelzer. Viveu numa época de declínio da popularidade do instrumento e por isso, não conseguiu viver profissionalmente como guitarrista. Ao invés, teve uma muito bem sucedida carreira como cantor e actor de music-hall.
A sua música para guitarra reflecte o gosto da sua época pela melodia sentimental e pungente e é constituída maioritariamente por piéces de genre, valsas, mazurkas ou polkas. Apesar do carácter ligeiro destas peças, foi o primeiro compositor britânico a compor um concerto para guitarra e quarteto de cordas, e autor do mais extenso e consistente método para o instrumento concebido, à época, no seu país (Improved Method for the guitar op.100)

Songes d’Été (Sonhos de Verão) é uma peça que encerra todo o lirismo e o sentimentalismo característicos da música de salão da época. Dividida em duas partes, contrapõe a leveza de uma valsa (quiçá de um baile…), à nostalgia de um Verão que, inexoravelmente, desvanecerá. Tal como os seus amores.

Franz Schubert – Lob der Tränen

Franz Schubert (1797-1828) – Lob der Tränen D. 711

Arranjo de Johann Kaspar Mertz (1806-1856) – 6 Schubert’sche Lieder, publicada rm Viena por Tobias Haslinger ca.1845.

Rui Namora – guitarra romântica de 8 cordas (Jan Tuláček), réplica J.A. Stauffer (1837)

Emilio Pujol – El cant dels ocells

Emilio Pujol (1886-1980) – El cant dels ocells (trad. Cataluña)
(Estudio n°51)

Rui Namora, guitar (A. Marvi, 2009)

 

Emilio Pujol – Becqueriana

 

Fernando Sor – Bagatelle op.43 nº 1 (Andantino)

  • “Sem a música, a vida seria um erro” – Nietzche

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