António Marinheiro, de Carlos Paredes

António Marinheiro” é uma das minhas peças predilectas de Carlos Paredes.
Composta para a peça de teatro homónima de Bernardo Santareno (1967) (António Marinheiro – O Édipo e Alfama) ganhou vida própria através do disco “Movimento Perpétuo”, e claro, pelas mãos dos guitarristas que a mantêm viva.
Adaptada à Guitarra Russa de 7 cordas, mantém uma ressonância estranhamente próxima. Apesar da distância, um antepassado comum une estes dois instrumentos – a cítara, cuja afinação em terceiras a guitarra russa herdou e mantém, e a guitarra portuguesa, que para além dos aspectos organológicos óbvios, a desenvolveu.
António Marinheiro é a primeira de cinco peças de Paredes que transcrevi. A música de Paredes, apesar de profundamente portuguesa, tem uma força anímica única que ultrapassa os estereótipos fáceis da melancolia lusa.

Rui Namora | guitarra clássica

Últimos recitais

21.03.2009, 21h30  – Recital em Coimbra,  no Pavilhão do Centro de Portugal (ver mapa)

Recital em Coimbra no Pavilhão do Centro de Portugal

 

Programa
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J. S. Bach (1685-1750)
Prelúdio, Fuga e Allegro BWV 998
Joaquín Rodrigo (1901-1999)
En los Trigales
Fandango
Manuel Ponce (1882-1948)
Tema variado e Finale
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Agustin Barrios (1885-1944)
Valsa op. 8 nº4
Valsa op.8 nº3
Antonio José (1902-1936)
Sonata para Guitarra (1933)
Allegro moderato
Minuetto
Pavana Triste: Lento
Final: Allegro con brio